Recomendações e algumas dicas sobre asana... por Pedro Kupfer

Atualizado: 26 de mai.


Ø Lembre-se que os asanas somente são Yoga quando se fazem com consciência e cultivando o desapego em relação ao corpo. O asana é um meio para se conseguir meditar em paz, e não um fim em si mesmo. Não se tente concentrar no que não consegue fazer: focalize a sua atenção no que lhe resulta possível hoje. Leve em consideração que as fronteiras da flexibilidade e do alongamento mudam continuamente.




Ø Permaneça atento para perceber as mudanças na paisagem interna ao longo da prática.

Ø O asana revela as dificuldades do corpo, mas é ao mesmo tempo a ferramenta para corrigir aquelas que podem ser superadas, ou aceitar as que não podem ser mudadas.

Ø A precisão no movimento, associada à acuidade na observação, desnudam o corpo, que fica transparente como cristal. Um corpo capaz de revelar-se, sem culpas nem medos.

Ø A dor física que pode surgir na prática tem dois diferentes aspectos: um aspecto está vinculado ao corpo; o outro, às emoções. É preciso saber distinguir essas duas fontes de dor.

Ø Dentro da dor física, é preciso separar a construtiva da destrutiva. A dor construtiva é a que sente quando trabalha e fortalece a estrutura ósseo-muscular. A dor destrutiva é a que sente dentro das articulações, ou quando nervos são comprimidos.


Ø Mantenha o equilíbrio e a equanimidade. Evite deixar-se arrastar pelo falatório da mente enquanto estiver praticando. Seja pragmático e eficiente. Não se enrole. Evite distrair-se.

Ø Evite ficar tenso na postura. Relaxe no esforço, como ensinou Patañjali. Mantenha o corpo firme, mas não duro. Leve, mas não mole.


Ø Aprenda a ouvir o diálogo entre corpo e asana. Lembre que não existem posturas perfeitas. Adapte as posturas ao seu corpo. Nunca faça o contrário, pois isso é violência.


Ø Nos asanas e na vida, na medida em que a consciência se expande, aprendemos a identificar os momentos em que começamos a sair do estado de equilíbrio, e assim adquirimos a habilidade de corrigir o rumo antes que o desiquilíbrio se manifeste.


Ø Use drstis, pois eles aumentam a consciência do corpo no espaço.


Ø Lembre-se que os bandhas (mula e uddiyana) surgem naturalmente quando há alinhamento profundo. Mantenha essas contrações todo o tempo.


Ø Respire sempre em ujjayi pranayama, se isso for possível.


Ø A respiração não deve ser nem muito lenta, nem muito rápida. Ela deve ser eficiente, sem forçar nem fazer demasiado ruído (mesmo em ujjayi).


Ø O movimento do corpo deve ser adaptado ao movimento respiratório, e não o contrário. Leve em consideração que a uniformidade da respiração determina se podemos permanecer na postura, ou se precisamos de sair dela.


Ø Quando se encontra retendo a respiração em situações difíceis, é preciso tomar consciência de que esta tendência de segurar o ar é um reflexo da identificação com as suas próprias limitações e medos. Na prática assim como na vida, ofereça a sua respiração ao oceano do ar. Aliás, leve em consideração que foi o oceano do prana que ela nasceu. Ofereça o seu esforço ao oceano da existência, repetindo mentalmente “namah, namah, namah”, ao praticar.




18 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo